Facebook e o case da Bodyform


Mais uma história bem legal.

 

A Bodyform – http://www.bodyform.co.uk/ – marca de higiene pessoal feminina, recebeu em sua página do facebook uma “reclamação” muito bem humorada de um homem que implicava com as propagandas da marca.

 

Ele dizia no post que as propagandas não eram verdadeiras, que achava que as mulheres, durante o ciclo, realmente eram felizes, principalmente porque as propagandas mostravam mulheres durante o ciclo menstrual andando a cavalo, passeando, se divertindo.

 

Aí o sujeito colocou um post no facebook bem humorado:

 

http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_903195&feature=iv&src_vid=Bpy75q2DDow&v=1GRi59CfJqI

Se vocês repararem bem, o post tinha quando foi capturada a imagem mais de 80 mil likes, sendo que a página da marca tem pouco mais de 5 mil.

 

O post está aqui, hoje com mais de 90 mil likes: https://www.facebook.com/Bodyform/posts/10151186887359324

 

Aí a marca colocou a CEO da empresa para fazer um vídeo respondendo, nominalmente, a reclamação do sujeito.

 

Muito bem humorada.

Ficou muito legal.

Conclusão: as redes sociais e facebook estão mudando a forma como as empresas lidam com seus clientes.

É inevitável. Ou você está dentro desse jogo, ou você está (por) fora.

 

Sua vida online


Fazia tempo hein? Parece preguiça.

Pode até ser. Mas ultimamente estou trabalhando muito.

E cuidado: quem trabalha muito não tem tempo de ganhar dinheiro.

O vídeo abaixo mostra um comercial bem humorado sobre segurança financeira.

Pessoas são convidadas para serem consultadas por um vidente.

E ele acerta tudo.

Veja a mágica por detrás da mágica.

E prometo voltar a escrever sobre carreiras e gastronomia.

Me aguarde…

Vamos prá frente!

Reagindo com inteligência


Caramba, fazia quase três semanas que esse blog ficou abandonado por este escriba. Também pudera: o ano de 2012 que não vai deixar saudades. Ou vai? Isso é outro papo.

Aproveito esse final de sexta-feira para postar um negócio que achei bem legal. Que fala de marketing e críticas na web.

É comum atitudes iradas nos dias de hoje de pessoas e empresas que são criticadas e às vezes satirizadas nos blogs e redes sociais.

O Spoleto fez algo novo. Usou de inteligência e fez uma grande limonada de um limão que poderia azedar o humor de outros.

Vejam só: o Kibe Loco junto com o ator Fabio Porchat (que está se especializando em fazer vídeos satirizando marcas) e outros atores humoristas, criou um canal no YouTube e fez uma crítica bem humorada ao atendimento do Spoleto, rede de fast food. Prá quem não conhece o Spoleto é um restaurante onde os clientes pegam uma fila e escolhem os ingredientes e um cozinheiro prepara o molho e a massa dos que pedem.

E a crítica do vídeo era de um funcionário mal humorado (Porchat) maltratando uma cliente indecisa e lenta prá pedir seu molho. A marca Spoleto não aparecia claramente, mas ficava evidente para quem frequenta o restaurante que era uma crítica dirigida a ele.

Depois da divulgação, seria natural algum advogado ou mesmo a assessoria de imprensa do Spoleto abordar o Kibe Loco pedindo para tirar o vídeo ou qualquer coisa do tipo. Mas o Spoleto fez o contrário. Propuseram uma campanha. Fizeram a limonada do limão.

Vejam o primeiro vídeo, o da crítica.

Aí o pessoal do Spoleto procurou o Kibe Loco e resolveu patrocinar o site, com a produção de uma continuação do vídeo.

Vejam o segundo vídeo.

Sensacional não é?

No link abaixo o Kibe Loco explica tudo o que aconteceu.

http://kibeloco.com.br/2012/08/29/spoleto-parte-2/

E prá quem não conhecia esse canal, veja o vídeo do mesmo Porchat conversando com uma atendente da TIM. É de rolar de rir. Mas qualquer semelhança terá sido mera coincidência…

Siga em frente!

Quer audiência ou engajamento?


Crédito: Flickr, Marcus Ramberg

Comprometimento? Sabe qual a diferença de comprometimento entre a galinha e o porco? A galinha se compromete com os ovos. O porco com o bacon.

Um dos erros mais comuns nesses novos tempos de twitter, facebook e blogosfera é subestimar a capacidade das comunidades em se comprometerem. Se engajarem.

Essa semana aconteceu algo emblemático, mas que não é novo. Está cheio de exemplos por aí, nas pequenas e grandes coisas. O programa de Ana Maria Braga fez uma (a princípio) brincadeira colocando em enquete uma votação para que a Ana Maria liberasse o Louro José para ir assistir ao jogo do Corinthians. (leia matéria completa no Adnews clicando aqui). A brincadeira enveredou por um terreno perigoso.

Na terça-feira, 3 de julho, pela manhã, a enquete era favorável ao Louro com mais de 90% de votos favoráveis para ele ir ao jogo. Aí entrou em cena um blog de humor – aimorridesungabranca.com.br. E pelo twitter começou a incentivar sua audiência a votar contra.

Em pouco tempo o placar virou. Na quarta-feira pela manhã, horas antes do jogo, 71% da enquete votava contra o tal louro ir ao jogo.

Aí o personagem perdeu a esportiva e a razão. Em seu perfil atacou o blog. Pura dinamite. Isso só piorava o resultado da votação.

Porém estranhamente em pouco tempo o placar da enquete mudou e o louro ganhou a chance de ir ao jogo com 51%. A blogueira insinuou que foi marmelada. O programa seguiu o jogo ignorando o óbvio: o programa de Ana Maria Braga na toda poderosa Globo tinha sido arranhado em sua imagem por um pequeno blog.

Antes de falar mais sobre o tema alguns números:

– no Alexa o blog da Sungabranca tem um ranking 67 mil contra um ranking 104 da Ana Maria Braga (claro, turbinado porque está embaixo do domínio Globo.com; mas mesmo assim amplamente favorável ao site de Ana Maria Braga);

– no twitter, a blogueira do Sungabranca tem 33 mil seguidores contra 1 milhão 739 mil seguidores do twitter da Ana Maria; não dá nem prá comparar.

Veja clicando aqui o post que gerou a confusão com o Louro José no blog Aimorridesungabranca.

E veja aqui o twitter da blogueira.

Mas o comprometimento ou engajamento (guardem essa palavra) dos seguidores da tal Sungabranca era muito maior do que os seguidores da Global apresentadora.

Anos atrás senti na pele os efeitos (positivos) de tal comprometimento. O site onde hoje sou apenas um colunista e colaborador junto com outros amigos, o www.3vv.com.br, participava da final do Best Blogs Brasil 2009 como o melhor blog de esportes da internet brasileira no ano de 2008. Estávamos em segundo no voto popular, seguido pelo blog de Juca Kfouri e atrás de um blog de automobilismo do Flávio Gomes (ESPN). De repente o simpático Flávio resolveu menosprezar o 3VV e o Palmeiras (tema central do blog). Bastou isso para a comunidade de palmeirenses na internet se engajar e votar a favor do 3VV. Que ganhou a parada (clique aqui e veja). Ou seja a torcida palmeirense se engajou num pequeno blog para vencer uma disputa por se sentir desrespeitada por um dos concorrentes.

Engajamento. O senso de comunidade nas redes sociais leva ao público a se engajar. Ou seja, comprometer-se, obrigar-se, assumir uma posição. Esse é o tipo de atitude que leva leitores assíduos de um blog/site ou os seguidores de um twitter, ou mesmo os fãs de uma página no Facebook.

As empresas – muitas delas influenciadas por suas agências de marketing – preocupam-se mais com audiência (quantidade) do que com engajamento (qualidade). Esse é um erro comum.

Outro erro é menosprezar as minorias. Elas costumam ser mais barulhentas e solidárias do que possa imaginar a vã filosofia dos executivos que ficam sentados em seus escritórios admirando-se no espelho.

E antes que alguém ache que eu estou louco, calma lá: não estou simplesmente ignorando o volume de page views de um site, nem o número de seguidores de um super-star. Mas estou chamando a atenção: quer participação, influência, ação efetiva? Busque engajamento! Onde ele está? Às vezes nos menores sites ou veículos de mídia.

A lição que o Sungabranca deu no tal Louro José e na sua empáfia mostra que a mídia tradicional (leiam TV, Jornais, Rádios) em sua grande maioria não entendeu ainda a força das redes sociais e da capacidade de se comprometer dos efetivos seguidores, leitores e fãs.

É o exemplo mais claro de que qualidade passa a ser mais relevante que quantidade. E se você aí quiser engajamento de algum tipo de cliente, procure os sites verticais e blogs. Audiência é bom, justifica o investimento de marketing, mas no novo mundo digital tende a ser cada vez menos efetiva quando falamos em influenciar deciões.

Siga em frente!

Redes sociais em foco


Por Vicente Criscio, da Dataminer

(publicado originalmente na Revista do Marketing Direto, em outubro de 2011)

http://www.abemd.org.br/noticiacompleta.php?id=5998

@Criscio

@Dataminerdbm

 

No primeiro dia de conferências do DMA 2011 uma constatação – mais do que uma surpresa – chamou minha atenção: como num grande e ilimitado BBB as redes sociais brevemente serão as grandes fontes de dados para clusterização e ações de marketing de relacionamento.

Pelo menos é o que estão prometendo os grandes provedores de serviços desta indústria. De acordo com eles o grande lance das redes sociais – para quem está nesse negócio de oferecer a coisa certa, para a pessoa certa, no momento certo – está na possibilidade de capturarmos os dados abertos no Facebook, LinkedIN, Twitter, e a partir daí termos um poderoso banco de dados para conhecermos melhor nossos clientes.

Isso é novo? Não! Hoje em dia você pode dar um “google” e encontrar softwares que vasculham o Facebook ou Orkut e retornam e-mails de fãs de comunidades diversas nesses ambientes. Isso por menos de 100 dólares.

Mas o que surpreende é a rapidez com que ferramentas efetivamente robustas e com capacidade de captura dos nossos dados estão começando a entregar resultados. Vale a pena dar uma olhada em algumas delas, como a Janrain – www.janrain.com – que dentre várias ofertas de serviços nas redes sociais, oferece um módulo que permite capturar, armazenar e organizar em um banco de dados o perfil dos usuários no Facebook, Google+ ou Yahoo!.

E a privacidade? Esse é um tema para tese de mestrado e dificilmente cobriríamos em um rápido artigo. Mas em tese – enfatizo, em tese – quem disponibilizou em qual restaurante está almoçando no fim de semana ou o filme que quer assistir no cinema numa rede onde bilhões de internautas conectados no mundo têm acesso, não parece estar preocupado com sua privacidade.

Os novos players do mundo do SaaS – Software-as-a-Service – prometem que têm parcerias com os donos dessas redes (ou seja, Facebook, Google e outros) e que tudo está dentro da autorização que você deu ao site quando se cadastrou. Não lembra de ter feito isso? Pois é, fez quando criou sua conta no Facebook, twitter e outros.

De qualquer forma o tema “privacidade” ainda vai dar o que falar. Mas vale ainda mais uma reflexão: no Brasil, onde ainda percebe-se nas empresas uma carência de informação cadastral enorme – endereço certo, número de telefone correto – estamos prontos para clusterizar o cliente de acordo com as fan pages que ele curtiu no último fim de semana?

Cético e pragmático, ou entusiasta e 100% conectado, independente da minha convicção, o que me parece é que temos que avançar nos dois lados. Capturar e manter atualizados dados como “onde você mora”, “em qual telefone eu lhe encontro”, ou “qual email você lê”, ainda representa um enorme desafio, principalmente num país com rápido crescimento econômico e mudança na pirâmide social como o nosso. Por outro lado, ter capacidade de organizar e se comunicar com seu cliente absolutamente alinhado com as necessidades e interesses dele NAQUELE MOMENTO me parece uma tendência irreversível.