10 razões do porque ideias falham


Demorou para sair outro post. Coisas da vida…

Mas veja esse. Sabe aquele projeto que você se meteu e deu errado? E você ainda fica se remoendo: caramba, a ideia era excelente, então o que deu errado?

Leia o excelente artigo – novamente da minha principal fonte de leitura aos domingos – do CBS Money Watch sobre porque grandes ideias ou projetos ou empreendimentos dão errado.

O artigo cita 10 razões.

  • Momento errado;
  • Outros já estão fazendo isso;
  • Não resolve um grande problema;
  • Tem problemas com a opinião de consumidores e stakeholders;
  • Execução ruim;
  • Muito risco, pouca sinergia;
  • Os números não fecham;
  • Premissas erradas;
  • Cadê a infraestrutura;
  • Erros de gestão.

A descrição delas estão no link http://www.cbsnews.com/8301-505125_162-57528236/10-reasons-why-ideas-fail/?tag=nl.e664&s_cid=e664.

Vamos em frente.

Workaholic: ser ou não ser, eis a questão


Flickr, crédito Hardleers

Um negócio que está em certo desuso no mercado corporativo é a imagem do sujeito workaholic.

Lembrando (ou esclarecendo para os mais jovens): na década de 80 e um tanto na década de 90, era muito difundida a ideia de que o sujeito tinha que trabalhar muito, mas muito. O resultado pouco importava. Daí surgiu a expressão “workaholic”, derivado do alcoólatra, aquele viciado na bebida, o workaholic é viciado em trabalho.

Alguns associam isso à filosofia calvinista, onde não há espaço para a ociosidade e a prosperidade se atinge através do trabalho. Logo, se eu trabalhar 16 horas por dia atingirei a prosperidade duas vezes mais rápido que se eu trabalhar 8 horas por dia.

Bobagem…

Mas alguns não têm jeito. O intenso processo de redução de custos (inclusive de pessoal) nas empresas está fazendo hoje em dia pessoas trabalharem por duas, às vezes por três. Esses são aqueles que chegam cedo, saem tarde e quando chegam em casa estão tão esgotados que não conseguem curtir o filho, a esposa (ou marido), o cachorro, o seriado na tv, …

E outros? Têm aqueles que precisam provar que trabalham muito. Seja por uma síndrome de pouca efetividade, seja por culpa, seja por algum tipo de sociopatia, existem pessoas que gostam e até se vangloriam de trabalharem muitas horas. Muitas!

Tempos atrás conheci um desses. Era curioso porque chegava a me mandar trabalhos repetidos, apenas com algumas variações no texto. Me lembrava o dilema eficiência versus eficácia. Trabalhava muito, gerava sempre conteúdo interessante, mas muitas vezes não era usado prá nada. Ora, por que não usar esse tempo para curtir com o filho?

Voltando mais no tempo trabalhei com um ex-Mckinsey que adorava long hours. Marcava revisão de relatório às 19 horas, se atrasava uma hora, chegava e jogava conversa fora e às 21 horas começava a rever o relatório. Como um bom consultor de gestão, apesar do relatório estar correto e comunicar adequadamente a mensagem, tínhamos que refazê-lo, porque não estava no jeito do amigo mackinseyano. E ele fazia questão de ficar até o fim. Ou seja, saia, 11 da noite, meia noite. No dia seguinte, não conseguia chegar antes das 11 da manhã.

Pergunto: é produtivo?

Entretanto existe o outro lado da moeda. Felizmente (ou infelizmente) hoje em dia estamos 100% conectados. E muitas vezes sou pego tomando um bom e velho esporro da patroa por estar respondendo emails no meio de um jantar. Emails profissionais, claro.

A onipresença tecnológica nos permite estarmos conectados 24×7. E é muito tentador poder responder numa sexta-feira à noite. Alguém pode usar aquela informação no sábado. E possivelmente irá.

Além disso é comum – para algumas pessoas, eu sou uma delas – levar trabalho para casa no fim de semana. Um domingo à noite organizando agenda, fazendo aquele negócio que foi deixado de lado na sexta-feira à tarde, programando a semana, é útil e agiliza a retomada da semana.

Existem ainda os que nunca desligam, mesmo nas férias. Eu por exemplo não me importo quando saio de férias ligar para o trabalho a cada dois ou três dias para saber como estão as coisas. Outros fazem diferente. Preferem desligar completamente, e essa opção deve ser respeitada.

Então qual o ponto de equilíbrio? Ser ou não ser um workaholic?

É muito pessoal. Mas há várias questões que eu tento nortear minha tentação a trabalhar além ou aquém da hora. Vamos a elas:

  • Seu trabalho está sendo efetivo?
  • Isso que você está fazendo efetivamente deve ser feito naquele momento?
  • Suas reuniões são produtivas?
  • Você administra bem seu tempo? (aqui um especial cuidado: já vi gente que se vangloria em trabalhar muito mas fala, fala, fala muito; ou seja, é dispersivo, disruptivo… e depois precisa trabalhar à noite.

E principalmente: cuidado com os sinais de que você está estressando. E cuidado com os sinais que você está estressando alguém.

Eu particularmente acho que ser workaholic hoje em dia está fora de moda. Trabalhar muito é uma necessidade. Trabalhar mais do que precisa para demonstrar algo de pouco valor para os negócios é estupidez.

E você: já encontrou alguém que era workaholic? você é um deles? como você lida com esse tema?

Deixe aí sua contribuição. E vamos em frente.

Meu vizinho é um psicopata; e ele fala a mesma coisa


Fazia tempo que eu não fazia meus devaneios. Excesso de trabalho, preocupações demais, soluções de menos.

Mas conversando com um velho amigo essa semana, e contando as agruras da vida corporativa, ele me falou desse livro.

Meu Vizinho é um Psicopata
Autora: Martha Stout
Editora: Sextante
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Sinopse:
Você conhece algum psicopata? Pense bem antes de responder que não. Quando ouvimos essa palavra, logo pensamos em criminosos violentos, serial killers, como vemos na TV e no cinema. Mas a verdade é que nem todos eles são assim.

Psicopatia é o termo mais popular para nos referirmos à sociopatia, distúrbio que se caracteriza pela falta de consciência e que é bem mais comum do que imaginamos, atingindo uma em cada 25 pessoas.

Entre seus principais “sintomas” estão: incapacidade de adequação às normas sociais; falta de sinceridade e tendência à manipulação; impulsividade; irresponsabilidade persistente e ausência de remorso.

Para atingir seus objetivos, o psicopata é capaz de mentir, roubar, manipular e até matar sem sentir culpa alguma. Talvez seja um marido agressivo, um pai que maltrata os filhos ou um chefe que humilha os funcionários.

Embora saibam o que é certo ou errado, os sociopatas simplesmente não se importam com isso. Conhecem as regras da sociedade e entendem como nós, pessoas com consciência, agimos e pensamos – e lançam mão disso para nos manipular e circular despercebidos em nosso meio.

Com anos de experiência no atendimento a vítimas de psicopatas, a Dra. Martha Stout traça um retrato preciso desses indivíduos, explica como identificá-los e ensina 13 regras para nos defendermos da ameaça que eles representam.

Lançado em 2005 nos Estados Unidos e publicado em vários países, Meu vizinho é um psicopata se tornou uma referência sobre o assunto e ganhou o prêmio Books for a Better Life (Livros para uma vida melhor) daquele mesmo ano por sua significativa contribuição à sociedade. (fonte: Editora Sextante)

Caro amigo, quantas vezes você olhou para a sala ao lado da sua, para a mesa em frente, para aquele sujeito que entrou no banheiro um pouco antes de você, e afirmou: esse cara não pode ser normal!

A socipatia corporativa é um mal que atinge cada vez mais os executivos de plantão. E você tem dois tipos: os que sofrem do mal – e mentem, são bajuladores, tratam você muito bem quando estão próximos mas bastou você mostrar as costas para as coisas desandarem – e aqueles que sofrem as consequências dos que sofrem do mal da sociopatia. Geralmente são os que são vítimas, não sabem como lidar com o jogo corporativo, e sucumbem com uma violenta puxada de tapetes.

Como evitar? Parece aquela receita de remédio anti-concepcional. Quando a moça bonita e fogosa vai perguntar ao especialista como evitar a gravidez, uma vez que vivia “fazendo amor” com o namorado, o médico receita: suco de laranja. Ela pergunta: Antes ou depois? E ele responde: Em vez de!

Cabe o mesmo para o amigo leitor: como evitar? Não viva o mundo corporativo.

Como essa não é uma opção válida para muitos que estão na vida, recomendo pelo menos algumas dicas para identificar o nosso vizonho sociopata.

i. O cara tem um comportamento amigável com você na frente do seu chefe, mas quando estão sozinhos ele quase o ignora?

ii. É do tipo bajulador com quem aparenta ter mais poder que ele? ao mesmo tempo pisa naqueles que estão abaixo?

iii. Faz grandes atrocidades com a equipe subordinada e não esboça nenhum arrependimento?

iv. Vende o trabalho dele (e só dele) como a coisa mais impressionantemente bem feita desde as pirâmides de Gizé? e ignora (e se esconde) quando a área de sua responsabilidade apresenta um problema que quase quebra a empresa?

v. Mente tão bem que até ele acredita no que ele fala?

Pois bem meu caro: más notícias. Você está na frente de um desses casos de sociopatia corporativa.

Calma, calma… não corte os pulsos. Pelo menos você conseguiu identificar o indivíduo antes que as unhas dele fiquem cheias de farpas do tapete que você pisa.

E antes que você saia atualizando currículo, sugiro calma.

Primeiro porque aprendi que não há bem que sempre dure nem há mal que nunca termine. O sujeito em questão uma hora explode. Pode até ser que você esteja numa grande organização que permite que figuras desse tipo se escondam embaixo da mesa quando chega a crise. Mas mesmo esse tipo de organização começa a desenvolver vacinas para evitar essas figuras.

Depois, aprenda a ter calma. Entrar na pilha, cair na armadilha de perder a calma, só vai enfraquecer sua posição. Faça como manda os mais experientes: na frente da morte (ou do boçal em questão) sorria. A calma vai fazer você agir com mais naturalidade e inteligência.

Terceiro: não pense que tudo vai se arrumar naturalmente. Não vai. E se você ficar quieto vendo a banda passar vai terminar na frente de um MacBook Pro atualizando seu resumé. Faça suas alianças, tenha a organização ao seu lado, tenha seus amigos sempre próximos – e como diria Don Corleone, seus inimigos mais próximos ainda – e principalmente gere resultado e mostre o resultado. Se você ficar quieto no seu campo e não mostrar o que está fazendo, amanhã essa imagem “low profile” e pouco vendedora vai lhe custar caro.

É pouco? pode parecer… mas comece por aí.

E se tiver sugestões em como lidar com sociopatas corporativos, mande aqui nos comentários.

Vamos em frente…

Lições da família Corleone


Quem gosta de bons filmes deve ter em algum lugar de sua lista de “favoritos” a trilogia do Poderoso Chefão.

Em alguns fóruns com amigos por vezes discorremos sobre os ensinamentos do chefão da Máfia e algumas das frases antológicas de Vito ou Michael Corleone.

Pois bem, encontrei este post na internet – http://www.fastcompany.com/1826672/an-offer-you-cant-refuse-leadership-lessons-from-the-godfather – com o nome “An offer you cant refuse”. Prá quem se lembra essa era a frase que Vito Corleone soltava quando ele ia iniciar um processo de negociação. Vou fazer uma oferta irrecusável.

Pois bem, no post do link o autor James Moore fala em cinco lições de negócios da trilogia do Poderoso Chefão. Mas calma, nenhuma delas fala sobre mandar matar nem cortar cabeça de cavalo.

As lições que o artigo em questão sugerem são:

Lição 1: Construa uma poderosa rede de relacionamentos

Someday, and that day may never come, I’ll call upon you to do a service for me. ~Vito Corleone

Lição 2: Mantenha seu pessoal “accountable”

“What’s the matter with you? I think your brain is going soft. ~Vito Corleone”

Lição 3: Não seja emocional

It’s not personal, Sonny. It’s strictly business. ~Michael Corleone

Lição 4: Seja decisivo

“Shock because he is so ruthless that he kills his own family member, but respect for the fact that Don Corleone knows exactly what he wants, executes decisively, and commands respect through unwavering leadership.”

Lição 5: Gaste tempo com sua família

“Do you spend time with your family? Because a man who doesn’t spend time with his family can never be a real man. ~Vito Corleone”

Essa última lição Vito Corleone tentou seguir, mas seu filho, Michael, falhou feio.

E aí, alguma lição a mais para os negócios ou para a vida? Se vocês lerem o artigo em inglês verão que alguns comentaristas criticam o texto e o fato de usarem a máfia como modelo de gestão.

Abraços,

Se já viu, reveja. Jobs e suas lições de vida.


A vida de Steve Jobs vai virar filme. Isso muitos dos que acompanham a história do fundador da Apple já sabem.

Devem saber também que Ashton Kutcher (que substituiu não tão brilhantemente Charlie “Harper” Sheen em 2 1/2 Man) vai viver o papel de Jobs na sua fase jovem. O outro deve ser o também bonitão George Clooney.

Resgatei um antigo post meu sobre o discurso de Jobs para os graduandos de Stanford.

São três lições, que combinadas viram um poderoso mantra para a vida:
i. acredite que seus pontos irão se conectar em algum momento;
ii. se um tijolo cair na sua cabeça, tenha fé;
iii. não há razão para não seguir o que há no seu coração. Continue Lendo “Se já viu, reveja. Jobs e suas lições de vida.”

O pior chefe que ela já teve


O site CBS Money Watch apresenta um post assinado por uma colunista – Margaret Heffernan – intitulado “O Pior Chefe Que eu já Tive” (The worst boss I ever had).

No post a colunista conta que já teve um chefe chamado Hugh (Hugo, para nós) que era um péssimo chefe.

E ela ensina:

1. como identificá-los;

2. como lidar com eles.

De acordo com a colunista, chefes como Hugo apresentam as seguintes características:

– Vaidoso;

– Desorganizado;

– Exibicionista;

– Indeciso;

– Desonesto (ou mulherengo, se preferirem).

Como lidar com eles? As dicas da autora são:

i. entregue o melhor que você puder;

ii. encontre uma área de desenvolvimento pessoal;

iii. não ataque Hugo;

iv. procure outro emprego.

E aí, muitos Hugos pelo caminho? Tá cheio por aí…

O link é http://www.cbsnews.com/8301-505125_162-57411200/the-worst-boss-i-ever-had/?tag=nl.e713.

Siga em frente.

17 motivos para mandar seu chefe à m….


Calma… não sou eu que estou falando.

Essa é uma matéria da VIP que peguei a partir de uma dica do twitter do Ricardo Lombardi:

17 reflexões para você repensar sua relação com o trabalho – ou mandar seu chefe à m…! http://vip.abril.com.br/boa-vida/carreira/17-reflexoes-para-voce-repensar-sua-relacao-com-o-trabalho-ou-mandar-seu-chefe-a-m/ … via@revistaVIP

A matéria foi feita a partir de um livro do jornalista Alexandr Teixeira, chamado Felicidade S.A, e apresenta 17 reflexões do ponto de vista do autor sobre ro trabalho.

O link da matéria é http://vip.abril.com.br/boa-vida/carreira/17-reflexoes-para-voce-repensar-sua-relacao-com-o-trabalho-ou-mandar-seu-chefe-a-m/. Leiam lá. Vale a pena.

Abaixo eu faço alguns comentários pessoais (em vermelho) sobre as 17 reflexões.

1. Enfrentamos uma epidemia de infelicidade. … A falta de motivação no trabalho é tamanha que, somente nos Estados Unidos, as empresas perdem US$ 300 bilhões ao ano. – Fato. Recentemente ouvi de um executivo de uma grande empresa: saio de casa sem a menor motivação. A falta dele acaba com a auto estima e reduz a produtividade. Como resolver isso? Do lado do profissional, tentar encontrar “poesia” apesar das idiossincrasias da organização (todas têm, umas mais outras menos). Do lado da organização, transformar o ambiente profissional em algo inspirador. Com a palavra os profissionais de RH, CEOs, Acionistas e executivos, os principais responsáveis para promover isso.

2. Deixamos a vida nos levar profissionalmente porque não sabemos o que queremos dela.Aqui vejo o seguinte: a materialização dos objetivos. Deixamos de querer fazer a diferença e pensamos em quanto queremos ganhar. Cada vez mais as pessoas vão fazer, estudar, trabalhar, aquilo que dá dinheiro, e não aquilo que os dá satisfação. É preciso ser pregmático, mas não adianta nada trabalhar em algo que pode dar dinheiro se você não gosta daquilo. Se não gostar, a chance de ter sucesso é menor. 

3. O significado é a nova moeda. … o que as pessoas mais procuram no trabalho hoje é um sentido para o que fazem das 9 às 18h, além de valores éticos claros em suas empresas. São os antídotos para a falta de propósito em nossos tempos. – Quisera fosse assim. Não vejo isso… pelo menos no meu meio.

4. “Ser o homem mais rico do cemitério não importa para mim (…) Ir para a cama de noite dizendo que fizemos algo maravilhoso (…) Isso importa para mim.” Steve Jobs. – Exemplo extremo. Infelizmente esse caso é uma exceção.

5. “Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.” Este foi o segundo arrependimento mais ouvido pela escritora australiana Bronnie Ware durante os anos que passou cuidando de pacientes terminais que tinham ido para casa morrer.  – Eu acho que o problema não seja o “trabalhar duro” mas não saber separar ou desligar das coisas. Eu trabalho em casa, à noite, aos finais de semana. Mas nos momentos que estou com esposa ou filhos, consigo desligar e curtir. Quando os meninos eram jovens e eu trabalhava fora do Brasil, ficava mais conectado com eles (via internet) do que muita gente que conhecia que saía cedo do trabalho mas não desligava. 

6. “Confiem no tempo, não o vejam como inimigo.” Nos primeiros anos como empreendedor, Antonio Luiz Seabra, o fundador da Natura, se sentia ausente da vida dos filhos. “Quando me dei conta, tinham crescido”, afirma ele. “Aos poucos, porém, fui compensando a ausência dos primeiros anos.”vale o comentário anterior.

7. “Saio do escritório todo dia às 17h30 e estou em casa para jantar com meus filhos às 18h.” Esta declaração de Sheryl Sandberg, a chefe de operações do Facebook, ganhou repercussão na imprensa americana.  – Sorry, nos ambientes profissionais que eu conheço, impossível manter essa rotina.

8. “A economia do crescimento consiste em estimular o consumo de coisas de que não precisamos para impressionar pessoas com quem não nos importamos.” … economista americano propõe uma economia na qual países e empresas não tenham a obrigação de crescer infinitamente. – Impossível. Acionista quer crescimento. Se não for de receita, de lucro. 

9. Sejamos menos produtivos. Uma semana de trabalho mais curta ajudaria a romper o hábito de viver para trabalhar, trabalhar para ganhar e ganhar para consumir. – Aí seremos felizes e desempregados… esquece.

10. “As pessoas ainda não estão se divertindo no trabalho.” O diagnóstico é de Wellington Nogueira, líder dos Doutores da Alegria, a ONG de palhaços que visitam hospitais para levar alegria a crianças internadas. – Importantíssimo. Saber manter um clima mais que amigável, mas de diversão. O difícil é fazer alguns entenderem quando a diversão tem que acabar…

11. Quanto maior a sua mesa, menos importante você é. – isso é um rótulo um tanto bobo. Me impressiona mais a próxima… “Não importa onde você trabalha. O que importa é o que você entrega”, diz o publicitário Sergio Valente. – Aí sim.

12. Trabalhar de casa resulta em 10% a 20% de aumento na produtividade do empregado. – Duvido! Gosto do home office, mas pelo menos em casa tenho que me policiar para não me distrair com outras coisas.

13. “Os fones de ouvido são a nova parede.” A sacada é do jornalista John Tierney, do New York Times. Cientistas já constataram e agora estão medindo a infelicidade e a queda de produtividade produzidas pela eliminação das paredes nos escritórios contemporâneos. Se não podemos evitar que nos ouçam, fazemos o melhor possível para não ouvir os demais. – Nunca tinha pensado nessa. Os ambientes profissionais são cada vez mais agradáveis, amplos e sem paredes (exceto em alguns lugares ainda na era das cavernas). Mas nunca tinha me dado conta que o fone de ouvido do zezinho ao lado era para ele ter a sua privacidade… vou ficar atento.

14. “Tire seu sonho da gaveta” é o bordão do Laboratório Sabin, o maior em análises clínicas do Centro-Oeste, desde 2002.  – Isso sim! E poderia ajudar com “tempo” para explorar novos negócios, como faz o Google.

15. “Odeio sacrifícios, seja para mim ou para os outros.” A frase, acredite, é de Abilio Diniz, presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, que já foi um dos empresários de estilo mais agressivo do Brasil. “As pessoas têm de trabalhar, apresentar resultados, ser pragmáticas e objetivas, mas têm de fazer tudo isso com alegria.”É por aí!

16. “O caminho mais rápido para receber alguma coisa do mundo é entregar a ele.” Sergio Chaia, presidente da Nextel, aprendeu esta máxima ao adotar a filosofia de vida budista. Quer ser promovido? Promova. Quer arrumar um emprego? Arrume um emprego para alguém. A lei do budismo é de causa e efeito. Carma positivo e carma negativo. Tudo o que você faz pelo mundo, de alguma maneira, em alguma vida, você recebe de volta. – Hummmm… discurso bonito né? Será que “fora da matrix” é assim mesmo? Sou um cético…

17. A felicidade no trabalho é o aspecto mais negligenciado do debate sobre sustentabilidade. Faz sentido para uma empresa se preocupar com o meio ambiente enquanto seus funcionários vivem existências infelizes dentro dela? – Felicidade no trabalho. Deveria ser lei. As pessoas deveriam trabalhar com felicidade. Não se trata de grana, mas de clima, motivação, reconhecimento. Pena que poucas empresas estão nessa. Mas o rio corre pro mar… vamos chegar lá.

E você: como vê a felicidade no trabalho? Está longe? Está perto?

Vamos em frente!

Vídeo: Lean Manufacturing


O vídeo abaixo mostra de maneira divertida uma loja que mais parece uma linha de produção.

Tudo funciona bem até que alguém muda o processo.

Bom prá ilustrar projetos de revisão de processos, análise de gargalos, ou mesmo processos repentinos de mudança.

Lean Manufacturing – VISA

10 dicas para reduzir a perda de tempo


Você é como eu e fica irritado com perda de tempo e reuniões improdutivas?

Além disso, fica desesperado com perda de tempo no trânsito ou em eventos com pouca produtividade?

O artigo abaixo dá nove dicas para evitar (ou reduzir) a perda de tempo no trabalho.

O link é http://www.cbsnews.com/8301-505125_162-57447267/9-hacks-for-managers-who-hate-wasting-time/?tag=nl.e664.

Das nove dicas, selecionei sete que são as minhas preferidas. Confesso que as outras duas achei pouco interessantes.

As sete dicas do artigo:

> Dê “portas” para as pessoas. recomenda que as pessoas se não têm salas, elas precisam ter uma área onde podem ficar quietas e não serem interrompidas.

> Agende reuniões mais curtas. Recomenda aqui que uma reunião pode (e deve) ser marcada para ter apenas 15 ou 20 minutos. Claro, e a agenda tem que ser umprida.

> Elimine as reuniões improdutivas. Já está no título.

> Organize as reuniões com uma agenda e um período para começar e terminar. O convite para as reuniões devem ser claros na pauta e no período da reunião.

> Se você precisa de uma respota imediata, telefone. Essa é a minha preferida. Não envie um email para conseguir uma resposta que um simples telefonema pode resolver. Esse vale também para aqueles que adoram encher a caixa postal de emails, muitas vezes inúteis.

> Reusar e reciclar informações de colaboradores. A autora relembra que a preparação para uma reunião nem sempre necessita de preparação de informações novas. Muitas coisas feitas no dia a dia, ou mesmo material usado em outras reuniões podem ser usados mais de uma vez.

> Dê a atenção que as pessoas merecem.  Muitas vezes algum colaborador que falar com você um assunto que deveria ser tratado numa reunião ou com mais de uma pessoa. No ímpeto você decide que não precisa conversar naquele momento pois será uma perda de tempo, já que o assunto deve retornar numa reunião num fórum adequado. Entretanto no longo prazo essa postura pode aferar a motivação das pessoas.

E eu incluiria mais três:

> Organize seus email: excesso de emails para ler podem tomar mais tempo do que possa imaginar nossa vã filosofia; oriente seu time para enviar emails com as seguintes legendas: importante (são aqueles que precisam ser lidos para alguma tomada de decisão); informativo (aqueles que não precisam de uma decisão imediata mas precisam ser guardados); outros (em tese, esses nem deveriam ser enviados; mas são);

> Cuidado com os almoços: muitas vezes somos convidados para almoços com o time, colegas, etc. Esses almoços são ótimos para descontrair, mas muitas vezes péssimos para organização do tempo. Sugiro cuidado com eles;

> Organize as reuniões fora do escritório: se você é como eu e tem sempre visitas fora do escritório, organize a agenda para passar um ou dois dias da semana dentro do escritório. E organize os demais dias para suas reuniões fora. Nesses dias, infelizmente, fica difícil marcar mais que três encontros por dia (reunião pela manhã, reunião almoço e reunião à tarde). Talvez quatro, se o final do dia permitir, ou se surgir espaço para um café da manhã.

Em síntese, as 10 dicas são:

  • As pessoas precisam de espaço para não serem importunadas;
  • Reuniões podem ser curtas, com menos de meia hora;
  • Reuniões pré agendadas mas pouco produtivas devem ser eliminadadas;
  • Reuniões devem ser agendadas com horário de início e fim, e com pauta definida;
  • Use mais o telefone;
  • Use mais as informações disponíveis;
  • Converse com as pessoas da sua equipe, mantendo em mente a necessidade de não se perder tempo;
  • Organize seus emails;
  • Cuidado com os almoços com seu time e colegas;
  • Organize a agenda.

Resolve? Talvez não em 100% dos casos, até porque sempre vamos encontrar quem tem pouca facilidade em lidar com o tempo.

Vamos em frente…

Quando o vinho encontra o ecommerce que encontra… um grupo de mídia


Na terça-feira o jornal Valor Econômico publicou a compra de parte do capital da Wine, maior site de comércio eletrônico de vinhos no Brasil pela RBS.

O grupo de mídia que está sediado no Sul do Brasil adquiriu parte da empresa dando continuidadena sua estratégia de entrada nos mercados digitais. A RBS já tem o Hagah, negócios em mobile marketing, e agora coloca o pé no comércio eletrônico.

A estratégia da holding para 2012 inclui a consolidação de sua estrutura. O braço digital passará a operar efetivamente como uma empresa em agosto. O projeto passa também por novas aquisições, concluídas por meio de recursos próprios. Bruggioni não divulgou o valor reservado para esses acordos, mas disse que a ideia é encerrar 2012 com um portfólio de dez a 12 companhias, e receitas equilibradas entre as três divisões – afirma a matéria.

A Wine – http://www.wine.com.br – é uma empresa com sede em Vitória (ES) com 45 mil clientes ativos e 13 mil usuários cadastrados no seu Clube W, um clube de vinho que mensalmente retira entre 2 a 6 garrafas e tem descontos e ofertas especiais. Da receita estimada de R$ 36 milhões (2011) o clube do vinho representa (estimativa nossa) R$ 2,6 milhões mensais.

Belo negócio. O mercado de vinhos no Brasil após 2008 vem crescendo a taxas de mais de 20% ao ano (veja quadro ao lado) e somou em 2010 cerca de R$ 10 bilhões de faturamento.

O comércio eletrônico, em 2011, fechou com 30 milhões de e-consumidores (crescimento no ano de 5,4 milhões) e faturamento de R$ 20 bilhões. Os mercados de nicho são os que mais crescem comparando com o crescimento dos grandes portais de compras.

A Wine praticamente está sozinha no mercado. Com um atendimento excelente, embalagem desenvolvida para a entrega segura e sem “machucar” muito o vinho, e com um amplo sortimento, concentrado em vinhos importados, a empresa de longe se diferencia de seus competidores (na minha opinião apenas Mistral, que é distribuidora, se destaca nesse negócio – www.mistral.com.br). A estratégia da Wine agora é entrar no (perigoso) mercado on-trade, atendendo bares e restaurantes numa plataforma B2B.

A entrada da RBS nesse negócio só comprova que o mercado de nicho no ecommerce é a bola da vez dessa grande indústria.

Parabéns à Wine e RBS pelo belo encontro.

Salute! Vamos em frente.