O charme de um dry martini


A vida é cheia de prazeres.

Para mim, um deles é comer bem. A outra, é beber. Bebe-se socialmente, prá comemorar, prá esquecer. Claro, sempre com moderação (senão alguém ainda vai se incomodar com esse post).

Mas poucas bebidas têm tanto charme em sua preparação como o Dry Martini. Acho fascinante o ritual da preparação. O vermute é o Noilly Prat. Nenhum outro. O gim, sem dúvida, é o Tanqueray. Na falta, ok, vai de Gordon. Mas não será a mesma coisa. A taça do dry martini é aquela de coquetel (dá um google e várias imagens aparecerão). A taça deve ficar no freezer alguns minutos antes de servir a bebida.

Mas um dos grandes elementos do seu charme vem sobre a mistura do vermute. Alguns pedem 3 gotas para uma dose de gim. Outros pedem duas. Alguns, pedem apenas UMA!

Os mais gozadores afirmam que um bom barman apenas grita ao lado do gim: VERMUTE! E pronto, a mistura está feita.

E diz a lenda que a mistura ideal de vermute é aquela em que o sol bate na garrafa do Noilly Prat, esse faz sombra sobre a bebida e… voilá. Está pronto.

Eu faço da seguinte maneira: uma dose de vermute. Misturo no gelo. Com a “bailarina“. Depois de bem misturado tiro todo o vermute e deixo apenas o gelo que se misturou no vermute. Coloco nele duas doses de gim. Misturo novamente.

Esse detalhe é importante: dry martini, sempre misturado, nunca batido na coqueteleira (Stirred, not Shaken).

Mando pra taça – sem o gelo, óbvio. Uma azeitona no palito. E pronto. Eu não coloco o twist de limão.

E o martini de James Bond?

Quem gosta (eu gosto) do imortal James “my name is” Bond vai lembrar que a receita do 007 inglês é diferente.

Bond usa vodka no lugar de gim. E pede batido, não misturado. Alguns dizem que há uma brincadeira com origem na guerra fria. Um agente inglês gosta de “bater” num símbolo russo.

O site Clique a Gosto traz uma história sobre o dry martini de Bond, além da receita do filme Casino Royale (Vesper Martini). http://www.cliqueagosto.com.br/bebidas/bebidas_int.php?bebidas_id=59.

Há uma receita de Vesper Martini no Youtube….

A cena do filme está abaixo:

Hemingway dizia:

A polêmica sobre a receita original do dry martini é tão grande que, em uma de suas passagens pelo célebre Harry’s Bar, de Veneza, o escritor americano Ernest Hemingway se saiu com a seguinte tirada:

“Se algum dia você vier a se perder na selva africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos de 5 minutos vai aparecer alguém dizendo que a dosagem de gim e vermute está errada”. Fonte: http://www.coquetelando.com.br/dry-martini/#

Beba com moderação. E se beber, não dirija.

Saudações!

Tortillas… ou uma fritada da vovó


Esta é para quem gosta daquelas tortillas espanholas.

Mas também conheci como fritada (ou frittata para os italianos). Basicamente são ovos, batatas e …. só isso. Ou alguns ingredientes a mais. Ao sabor do chef. O ideal é ter uma dessas frigideiras para omelete ou fritada. Facilita a virada. Mas pode ser feita numa frigideira grande. Nesse caso a virada é uma arte… acompanhe.

Tortilla básica 

Ingredientes

Batatas (umas 3, de tamanho médio ou grande);

4 ovos

Sal, pimenta… prá quem gosta vale a pena colocar um pouco de alecrim.

Gelo

Whisky a gosto…

Preparo

Corte as batatas em cubos pequenos;

Frite as meninas;

Depois de douradas retire, escorra o óleo e reserve;

Bata os 4 ovos e tempere com uma pimenta do reino (se for moída na hora, melhor) e sal;

Volte as batatas fritas escorridas na frigideira e jogue os ovos batidos. Quando perceber que embaixo ele já está pegando uma cor, é hora de virar. Aí vem a arte.

Se você tiver daquelas frigideiras para tortillas (grande, alta e que fica fechada) é moleza. Se a sua frigideira é tradicional, pegue um prato bem grande e coloque em cima da frigideira enquanto frita a tortilla. Tire do fogo e segure bem o prato, pressionando contra a frigideira.

Num movimento rápido vice a tortilla no prato. Vai vazar um pouco… é a vida.

Devolva a tortilla que está no prato para a frigideira, desta vez com o lado ainda cru para baixo.

Simples? Tente fazer isso sem fazer sujeira no fogão… mas o resultado é ótimo.

Serve bem com um vinho tinto, de preferência mais frutado.

E o whisky? Mistura com o gelo e bebe enquanto corta as batatas e prepara o prato…

Se sobrar batatas (a última que fiz me empolguei no preparo e fiquei cortando batatas) faça uma com outros ingredientes. Quando jogar os ovos batidos vai muito bem com presunto parma picado. Nota 10.

Vejam a sequência abaixo. Fiz duas. Uma básica e outra com presunto parma.

 

APPs para amantes de vinhos


Outro dia estava dentro de uma loja de vinhos e conheci um rapaz que olhava para as prateleiras e para o seu iPhone. Aí percebi que ele guardava as fotos dos vinhos que ele gostava.

Mostrei prá ele dois aplicativos que rodam no Android e no iOS sobre vinhos. Eu costumo usar os dois.

O que eu mais gosto é o Vivino. Por sinal o mais recente. Este aplicativo é bem legal porque ele escaneia o rótulo do vinho e procura no seu banco de dados. De acordo com o site – http://www.vivino.com/ – são mais de 500 mil rótulos que ele reconhece.

O reconhecimento do vinho é feito através do escaneamento da foto do rótulo nem sempre funciona. Às vezes o APP erra o ano ou o tipo de uva. Mas você pode alterar na mão. E ele fornece todas as informações daquele vinho – ranking no país, na região, características do vinho, … – inclusive o preço.

O Vivino ainda não tem rótulos brasileiros. E confesso que não lembro agora mas acho que por enquanto ele é gratuito.

Outro que eu usava – depois do Vivino passei a brincar menos com ele – é o Wine PhD (http://www.winephd.com/Info/Index.html).

O Wine PhD necessita que você digite o nome da vinícola e ele encontra.

O legal no Wine PhD é que ele tem bastante conteúdo. Tem artigos sobre saúde e vinho, sobre vinícolas e restaurantes. Este último, infelizmente, apenas para Estados Unidos, Irlanda e Suécia (estranho né?).

Sobre os vinhos, quando encontrado, ele informa o rating médio dos usuários, as notas dos vinhos, o preço médio, e com que tipo de prato ele combina. Se não existe o vinho na lista do APP ele tem opção de você solicitar para que o pessoal de suporte faça a inclusão. Até o momento solicitei dois vinhos mas nunca inseriram. Ele custou na época que baixei US$ 4,99.

Antes desses, usei o Wine Notes. Esse era gratuito mas bem menos completo que o Wine PhD e não fazia o scan do rótulo como o Vivino. Então deixo ele de fora da lista de recomendações.

Recentemente a Exame fez um artigo citando os APPs para vinhos. O link é http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/comida-bebida/noticias/5-apps-para-iphone-e-android-para-amantes-de-vinho?page=1.

Apreciem sem moderação.

Miolo Lote 43: excelente vinho


Recentemente provei o vinho Miolo Lote 43, de 2005.

Sua fama de melhor vinho brasileiro procede. Este Cabernet Sauvignon e Merlot de cor rubi bem fechada, tem um aroma de ameixa, um pouco de tabaco, frutas secas e menta. Na boca tem um sabor frutado, deixando  também um pouco de madeira.

O Miolo Lote 43 é uma homenagem ao italiano Giuseppe Miolo, patriarca da família Miolo. O nome do vinho é uma referência ao pedaço especial de terra, na Serra Gaúcha, onde está localizado o vinhedo que dá origem às suas uvas.

Na wine.com.br o preço é de R$ 79,00. Excelente relação custo benefício.